O Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 8 de março, é um marco das conquistas sociais, políticas e econômicas femininas, mas também um chamado à reflexão sobre as desigualdades e violências que persistem. Em um país onde os casos de feminicídio bateram recorde em 2025, a data ganha contornos ainda mais urgentes, evidenciando a imediata necessidade de enfrentamento aos assassinatos de mulheres motivados por gênero. Apenas na última década, o crescimento de casos foi de 316% no Brasil.
Por que, apesar de avanços na legislação, o feminicídio segue em alta no país? As pesquisadoras Vera Marques e Camila Bahia, da Escola, e Isabella Vitral, pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e mestre em Saúde Pública pela ENSP, analisam os fatores por trás desse cenário e apontam caminhos para o enfrentamento da violência de gênero.